Uma parede pra escrever com canetinha...

*


acinte

Achei seu cigarro nas coisas da mudança.
Você acabou esquecendo no meu bolso e eu enfiei numa caixa na hora de vir pra cá...
Eu não fumo, mas acendi um a pouco tempo pra esquecer a ansiedade e é claro, reviver você.

_
O resto vou guardar de recordação.
Ou talvez eu vá te fumando aos pouquinhos...

Uma provocação!

Eu teria te amado pra sempre.



Escrito por arthur às 01h57
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raso

me afoga

 

A sua violência é sutil. É destilada em doses discretas, porém certeiras. Não é como a violência que eu prefiro. A dos fracos. Porque estes escancaram as feridas e nos dão caminhos para defesa. Nos deixam mais fortes com suas pancadas. A sua violência nem sequer me cativa. A sua violência não vem misturada com paixões. Ela é sofisticada, quase artística (quase porque vem de uma imensa inércia, de uma frustração depressiva e acomodada). A sua catarse não me mostra nada novo, o seu interior é seco. Você justifica a sua falta de potência pelas minhas infinitas potencialidades. Porque não estou pronto. Nem quero estar. Quero ser estando. Ou não.

 

A virtude é comunicável. O vício é contagioso.

 



Escrito por arthur às 02h18
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caipirinha de cerveja

Passou e deixou muito de si. SE.

meias horas/ horas ao meio



Escrito por arthur às 01h54
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conversa sobre cavalos

um cavalo

Oi eu já estou indo embora. Oi eu já estou indo embora. Oi.

Oi.

Oi.

Oi.

Você vem?

Oi. Você volta?

Oi. Oi.

[...]



Escrito por arthur às 01h44
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subjetividades

Eu troco a fonte porque não acho que as palavras são bonitas dependendo da forma como estão dispostas. Você chegou causando confusão, abrindo a minha pele e derramando a minha verdade para que todos vissem. Expôs-me para não arder sem companhia em carne viva. Mas eu te curei. Dei-te paz e não pedi nada em troca. Peguei-me acreditando em verdades duvidosas. Fiquei noites inteiras sem dormir para ter mais tempo de pensar em você. E descobri algumas coisas: que odeio pessoas de curta inteligência; que sou livre e ambicioso; que posso cair rápido e me levantar mais rápido ainda; que você se perdeu; que você me completa.

Won't you tell anybody? Why would I?

[Take this broken wings and learn to fly...]



Escrito por arthur às 03h23
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nem tudo são palavras

Algum tempo depois, eu não segui. Apenas esperei. O mesmo caminho. Mas sem as conversas sobre cores, contrastes, sons e souvenirs. O chão não era novo. Mas a essência, sim. Sempre nova. Nem por isso houve menos sinceridade. Temo que o exercício intelectual não tenha sido tão interessante, e que tenhamos deixado a materialidade dominar dessa vez a inocência. Tudo são palavras, e algumas não quisemos dizer, nem ouvir.

 

Head: clean.

[there's nothing left to say. It's only words.]



Escrito por arthur às 02h57
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fugazes e divertidos

[talvez.]

O que sobra de você que me fez visitar outros mundos, todos lindos, como num tapete mágico, mundos fugazes e divertidos, vazios mas potenciais, incríveis, alienantes, assustadores e deliciosos? Sobrou a sua falta no final da viagem. Eu não te esperava mas queria que você estivesse ali. Talvez eu te esperasse. Eu te esperei.

 



Escrito por arthur às 02h20
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mais um nome

A mentira foi minha, mas foi sincera. Outro símbolo gasto como um bilhete em guardanapo, uma tatuagem clichê, um beijo de despedida. Uma fórmula antiga numa roupagem mais apropriada. Pela mensagem apocalíptica tudo parece estar perdido. Mas não. É apenas o meu orgulho impedindo um poema feliz. Letras dramáticas às vezes fazem mais sentido para espectadores fiéis. Letras copiadas, copiosas, nem um pouco originais. E mesmo assim totalmente pertinentes.

 

empty

 

 

[O nome eu não esqueço. O rosto, quem sabe? A voz, já esqueci.]



Escrito por arthur às 20h15
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Café?

Quantos vocês terei que conhecer pra me dar conta que você é o meu único vício, o meu único colo? Quantas frases de atravessado vou ter que engolir fingindo não notar sua rejeição proposital que só existe pra me testar, pra saber se eu realmente me importo? Se me importo nem eu mesmo sei, o que sei é que sinto seu silêncio mais que sua euforia. Eu não me engano com seu sorriso que me prende e me liberta. Não é um engano simplesmente porque eu não vejo problema nisso. Não sei até onde isso vai chegar. [E talvez eu nem queira saber.] Quantos vocês?

 

Não me pergunte...

 



Escrito por arthur às 01h14
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reparar

"Deixa eu te reparar como uma invasão" - Paula Leal

Quando abre a boca linda pra cantar

Ela amanhece

Ela é bonita

Ela é cosmopolita

É um poema desde o nome até a dança

Desde a voz à fala mansa

Desde o sonho até o andar

Ela é poder

Ela é vibe

Seu coração bate num sample

Discreto e potente

Ela é quente

Ela é filha da Carolina

 



Escrito por arthur às 00h08
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Hoje não vou falar de você.

Não quero você me dizendo com o olhar o que eu devo fazer. Porque você sabe que eu não faço mesmo. Só pra você não achar que esse olhar me convence. E definitivamente não convence. Todas as suas letras. Todos os seus livros, todas as suas depressões. Tudo isso é tão vazio mas eu nunca soube o motivo. Você simplesmente não me enxerga, não me responde, não me completa. Porque você não enxerga nada que esteja fora.

 

Você nem merece uma imagem.

 

"Você desfoca, sai do tom. Se perde e não vê. [...] Disfarça, acha graça, desmonta e sorri."

(Você- Chicas)

 



Escrito por arthur às 00h22
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running

I run trough the space. I dance and I laugh. All I do is what I feel. My empty words won’t betray me today. All I do is acting. I share information. I share abstraction. I share impulsivity. My blood evaporates and give me dreams. I say and I have it. I have it but I don’t ask for it. I told you tonight what I thought in the evening, when I first saw you. I told you close, I told you wise. You had a double name.


Escrito por arthur às 12h55
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eu vou pelo ralo

Apenas roupas sujas...

Hoje a cidade chora.

Deixo de lado meus afazeres, não quero pensar.

Estou respirando um ar que não me serve, só para continuar vivo.

Na mala, apenas roupas sujas.

Eu durmo para esquecer.

(Não sem antes tomar um banho).

"Me ame quando eu menos merecer, pois é quando eu mais preciso."



Escrito por arthur às 21h56
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coleções

Eu vou guardando tudo, está tudo uma verdadeira confusão. Coleciono garrafas de água vazias e não jogo fora os recibos do restaurante. Os papéis coloridos de bombom, escondo no guarda-roupas, junto com as contas já pagas. É como se tudo tivesse um grande valor sentimental. Preciso varrer a casa.

"Não repare a bagunça..."



Escrito por arthur às 21h42
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o silêncio

Por trás das lentes escuras eu via a verdade que seus olhos forjavam. Você gosta de ganhar. E os meus olhos passeavam fugazes por todos os cantos. São como sensores de movimento, não param. Admiram cada detalhe estético da paisagem, do mundo, do novo, das pessoas. Se eu pudesse lhe contar uma verdade sobre mim diria no seu ouvido que sou uma contradição louca e completa. Mas o silêncio esconde a sinfonia e o carnaval.

São como sensores de movimento, não param.

“Também a moral é uma questão de tempo” – Gabriel García Marques

p.s.:O seu sorriso falso e barato de quem compete pela satisfação da vitória não me inspira confiança. Apenas me inspira. É bonito e vazio.



Escrito por arthur às 22h31
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